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<description>Personal blog</description>
<link>http://www.aindavirogente.blogger.com.br</link>
<title>Ainda viro gente</title>

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<title>11/10/2007 02:28:19 PM</title>
<description><![CDATA[Aprendeu a ser sincera. Mas não aquela sinceridade que se limita à apenas não dizer mentiras, mas a sinceridade que vai além da pureza. Não se tornou santa, muito menos uma pessoa melhor, porém o alívio que essa sinceridade proporcionava lhe causara o efeito inevitável de desejar a reciprocidade.<br /><br />Reciprocidade é justamente o substantivo que não combina com o adjetivo sincero. O que esperar do outro que não aprendeu a sinceridade? Aquela que não se limita, logo aviso.<br /><br />Essa sinceridade é mais do que palavras rasgadas ao outro, é deixar rasgar-se também; sentir a dor de magoar quando poderia facilmente omitir. É, a omissão também entra nesse ciclo de dores, não esconder e não mentir, optar pelo modo difícil, escolher cicatrizes além de flores e no final sentir a felicidade incontestável de ser o que realmente é.<br /><br />Aprendeu e não recebeu a temida reciprocidade, detalhava seus dias e acontecidos com a veemência de quem reza à Deus. O medo de cada frase que transbordava de seus lábios era nítido, pois poderiam ser fatais, mas falava e falava e falava mesmo com o medo, mesmo com a sensação de haver dias infernais porquê estava sendo o mínimo que poderia ser: ela.<br /><br />Virou-se e viu um livro novo na cabeceira do outro lado, estava sozinha e ler seria a melhor opção para uma aprendiz de literata, e ao abrir deparou-se com um nome na folha de rosto: Raquel Morais. Um descuido, uma opção, um nome. Três fatores arrasadores à recíproca não verdadeira.<br /><br />Arrumou as malas, avisou que iria embora com a plenitude que só a decepção ensina, pediu pra esperar enquanto não chegava do trabalho, pediu pra não ir embora, acatou.<br /><br />Guardou as malas num canto, acendeu um cigarro e escreveu.<br /><br />Quem sabe um dia todas as suas pseudo-escrituras também estariam na cabeceira de alguém?<br />Um livro sem espaços em branco para não haver o nome de ninguém.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Aprendeu a ser sincera. Mas não aquela sinceridade que se limita à apenas não dizer mentiras, mas a sinceridade que vai além da pureza. Não se tornou santa, muito menos uma pessoa melhor, porém o alívio que essa sinceridade proporcionava lhe causara o efeito inevitável de desejar a reciprocidade.<br /><br />Reciprocidade é justamente o substantivo que não combina com o adjetivo sincero. O que esperar do outro que não aprendeu a sinceridade? Aquela que não se limita, logo aviso.<br /><br />Essa sinceridade é mais do que palavras rasgadas ao outro, é deixar rasgar-se também; sentir a dor de magoar quando poderia facilmente omitir. É, a omissão também entra nesse ciclo de dores, não esconder e não mentir, optar pelo modo difícil, escolher cicatrizes além de flores e no final sentir a felicidade incontestável de ser o que realmente é.<br /><br />Aprendeu e não recebeu a temida reciprocidade, detalhava seus dias e acontecidos com a veemência de quem reza à Deus. O medo de cada frase que transbordava de seus lábios era nítido, pois poderiam ser fatais, mas falava e falava e falava mesmo com o medo, mesmo com a sensação de haver dias infernais porquê estava sendo o mínimo que poderia ser: ela.<br /><br />Virou-se e viu um livro novo na cabeceira do outro lado, estava sozinha e ler seria a melhor opção para uma aprendiz de literata, e ao abrir deparou-se com um nome na folha de rosto: Raquel Morais. Um descuido, uma opção, um nome. Três fatores arrasadores à recíproca não verdadeira.<br /><br />Arrumou as malas, avisou que iria embora com a plenitude que só a decepção ensina, pediu pra esperar enquanto não chegava do trabalho, pediu pra não ir embora, acatou.<br /><br />Guardou as malas num canto, acendeu um cigarro e escreveu.<br /><br />Quem sabe um dia todas as suas pseudo-escrituras também estariam na cabeceira de alguém?<br />Um livro sem espaços em branco para não haver o nome de ninguém.]]></content:encoded>
<author>raphatoselli@ig.com.br (Juliana)</author>
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<pubDate>11/10/2007 02:28:19 PM</pubDate>
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<title>11/6/2007 04:37:04 PM</title>
<description><![CDATA[Paradoxo da vida é quando todo mundo está disposto a te ouvir, mas ninguém realmente quer parar pra escutar.<br /><br /><font color="999999" size="1">Será que ainda ouve o meu silêncio?</font>]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Paradoxo da vida é quando todo mundo está disposto a te ouvir, mas ninguém realmente quer parar pra escutar.<br /><br /><font color="999999" size="1">Será que ainda ouve o meu silêncio?</font>]]></content:encoded>
<author>raphatoselli@ig.com.br (Juliana)</author>
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<pubDate>11/6/2007 04:37:04 PM</pubDate>
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