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<description>Personal blog</description>
<link>http://www.aindavirogente.blogger.com.br</link>
<title>Ainda viro gente</title>

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<title>2/26/2009 03:26:07 PM</title>
<description><![CDATA[<b>Luciana - parte II</b><br /><br />Presente. Substantivo comum, mas próprio de Luciana.<br /><br />Luciana é <b>um</b> presente e <b>o</b> presente, mudando apenas os artigos. Deveria vir embrulhada em papel celofane e um laçarote vermelho. Sim, deveria.<br /><br />Luciana não se espera e nem cai na mortalidade vil do ostracismo, com ela se <I>está/não está, tem/não tem</i>, vive ou morre. Tudo de uma vez. Agora. Nesse exato momento.<br /><br />Conjugada no presente do indicativo e sem definições e regras gramaticais, é com a delicadeza de seu momento ou em seus olhares de impaciência que vai surgindo, pouco a pouco ensinando o seu português. Azar de quem ignora a sua gramática, de quem não vive esse <b>o/um</b> presente, mas fazer o quê? Quem realmente hoje em dia quer decididamente desvendar alguém? Poucos. Confesso que tive sorte. <br /><br />Fez de meus dias mais serenos mergulhados n’um sorriso largo e grossos aros de óculos, além de livro (como citei anteriormente), Luciana deveria ser remédio. Doses homeopáticas ou superdosagens, overdose que não faz mal algum, só bem. E bem e bem e bem. Repetidamente bem.<br /><br />Pergunto-me às vezes, quem seria o seu remédio, mas não sei. Em tempos a maturidade por si só já basta. Mas não adianta especular, porque ela é presente, é o hoje, é já. Já. Suas respostas mudam, junto com o seu tudo ou nada. Rápida demais, decidida demais, os segundos não se atrevem a demorar. Não com ela, presente puro.<br /><br /><b>Um</b> presente.<br /><b>O</b> presente.<br /><br />Escolha o seu artigo. Ou fique com os dois. Mas depressa. Luciana não pode esperar. ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<b>Luciana - parte II</b><br /><br />Presente. Substantivo comum, mas próprio de Luciana.<br /><br />Luciana é <b>um</b> presente e <b>o</b> presente, mudando apenas os artigos. Deveria vir embrulhada em papel celofane e um laçarote vermelho. Sim, deveria.<br /><br />Luciana não se espera e nem cai na mortalidade vil do ostracismo, com ela se <I>está/não está, tem/não tem</i>, vive ou morre. Tudo de uma vez. Agora. Nesse exato momento.<br /><br />Conjugada no presente do indicativo e sem definições e regras gramaticais, é com a delicadeza de seu momento ou em seus olhares de impaciência que vai surgindo, pouco a pouco ensinando o seu português. Azar de quem ignora a sua gramática, de quem não vive esse <b>o/um</b> presente, mas fazer o quê? Quem realmente hoje em dia quer decididamente desvendar alguém? Poucos. Confesso que tive sorte. <br /><br />Fez de meus dias mais serenos mergulhados n’um sorriso largo e grossos aros de óculos, além de livro (como citei anteriormente), Luciana deveria ser remédio. Doses homeopáticas ou superdosagens, overdose que não faz mal algum, só bem. E bem e bem e bem. Repetidamente bem.<br /><br />Pergunto-me às vezes, quem seria o seu remédio, mas não sei. Em tempos a maturidade por si só já basta. Mas não adianta especular, porque ela é presente, é o hoje, é já. Já. Suas respostas mudam, junto com o seu tudo ou nada. Rápida demais, decidida demais, os segundos não se atrevem a demorar. Não com ela, presente puro.<br /><br /><b>Um</b> presente.<br /><b>O</b> presente.<br /><br />Escolha o seu artigo. Ou fique com os dois. Mas depressa. Luciana não pode esperar. ]]></content:encoded>
<author>raphatoselli@ig.com.br (Juliana)</author>
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<pubDate>2/26/2009 03:26:07 PM</pubDate>
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<title>2/20/2009 08:27:20 PM</title>
<description><![CDATA[Veio sem querer. Do nada deu vontade de chorar, eu temi. Temi a mim mesma e toda aquela solidão que me corroia. Eu senti um frio na espinha, minhas mãos ficaram quentes e tudo o que eu queria era que passasse. Que tudo fosse deixado de lado. Não é pra pensar em infelicidade nessa hora, mas não dá. Não dá.<br /><br />Não dá pra ignorar a solidão, há anos que eu não me escuto. E hoje, quando eu parei, vi que nada me restava a não ser montes de pedaços de mim. Não me pergunte quem sou. Por favor. Por favor. Por favor.<br /><br />Sinto que vou estourar, explodir como um balão, porque estou sozinha. Sou eu e eu mesma e eu não gosto de mim. Não gosto do que me tornei ou de como as coisas andam aqui por dentro. Eu juro que eu quero chorar, mas não sai uma lágrima. Nenhuma.<br /><br />A solidão é cruel, necessária, mas sua crueldade é maior que a sua necessidade.<br /><br />Eu me odeio. A solidão que disse.<br /><br />O que eu faço com os pedaços de mim?<br /><br /><i>- e a Colombina chora, em pleno Carnaval. Sem Pierrot ou Arlequim. Chegou a sua vez. </i><br />]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Veio sem querer. Do nada deu vontade de chorar, eu temi. Temi a mim mesma e toda aquela solidão que me corroia. Eu senti um frio na espinha, minhas mãos ficaram quentes e tudo o que eu queria era que passasse. Que tudo fosse deixado de lado. Não é pra pensar em infelicidade nessa hora, mas não dá. Não dá.<br /><br />Não dá pra ignorar a solidão, há anos que eu não me escuto. E hoje, quando eu parei, vi que nada me restava a não ser montes de pedaços de mim. Não me pergunte quem sou. Por favor. Por favor. Por favor.<br /><br />Sinto que vou estourar, explodir como um balão, porque estou sozinha. Sou eu e eu mesma e eu não gosto de mim. Não gosto do que me tornei ou de como as coisas andam aqui por dentro. Eu juro que eu quero chorar, mas não sai uma lágrima. Nenhuma.<br /><br />A solidão é cruel, necessária, mas sua crueldade é maior que a sua necessidade.<br /><br />Eu me odeio. A solidão que disse.<br /><br />O que eu faço com os pedaços de mim?<br /><br /><i>- e a Colombina chora, em pleno Carnaval. Sem Pierrot ou Arlequim. Chegou a sua vez. </i><br />]]></content:encoded>
<author>raphatoselli@ig.com.br (Juliana)</author>
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<pubDate>2/20/2009 08:27:20 PM</pubDate>
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<title>2/6/2009 01:00:18 PM</title>
<description><![CDATA[<b>Luciana.</b><br /><br />A Luciana é poeira. Aquela pessoa que não se limita e não se permite limitar. Limitar-se é perder o caminho, é diminuir. Como poderia diminuir alguém tão grande assim? Que afogenta tão certeira aquilo que fere e passa fome de alma.<br /><br />Linda. Tão precisamente linda que tudo se encaixa em pouco tempo. Em poucas horas encaixou-se em mim, como parte vital da minha prolixidade. Hermética, assim como eu, vi seu destaque em Clarice, porém tive o desprazer de experimentá-la efêmera. Emeferidade que dói quase sem querer, mas rompê-la é fato consumado.<br /><br />Luciana não merece que a definam. Luciana vai além de meros adjetivos. Luciana é Luciana e só.<br /><br />E tudo isso.<br />Luciana deveria ser livro.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<b>Luciana.</b><br /><br />A Luciana é poeira. Aquela pessoa que não se limita e não se permite limitar. Limitar-se é perder o caminho, é diminuir. Como poderia diminuir alguém tão grande assim? Que afogenta tão certeira aquilo que fere e passa fome de alma.<br /><br />Linda. Tão precisamente linda que tudo se encaixa em pouco tempo. Em poucas horas encaixou-se em mim, como parte vital da minha prolixidade. Hermética, assim como eu, vi seu destaque em Clarice, porém tive o desprazer de experimentá-la efêmera. Emeferidade que dói quase sem querer, mas rompê-la é fato consumado.<br /><br />Luciana não merece que a definam. Luciana vai além de meros adjetivos. Luciana é Luciana e só.<br /><br />E tudo isso.<br />Luciana deveria ser livro.]]></content:encoded>
<author>raphatoselli@ig.com.br (Juliana)</author>
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<pubDate>2/6/2009 01:00:18 PM</pubDate>
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<title>2/4/2009 05:42:51 PM</title>
<description><![CDATA[Eu não sei o porquê exatamente que ela me atrai. <br />Deveria ser proibido amar alguém assim escondido.<br /><br />Mas aí é que ficaria ainda mais gostoso.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Eu não sei o porquê exatamente que ela me atrai. <br />Deveria ser proibido amar alguém assim escondido.<br /><br />Mas aí é que ficaria ainda mais gostoso.]]></content:encoded>
<author>raphatoselli@ig.com.br (Juliana)</author>
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<pubDate>2/4/2009 05:42:51 PM</pubDate>
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